Sétimo Encontro
Dia 12 de novembro de 2015
RELATO:
Visita ao CAPS ad III, Gey Espinheira com a Prof. Leane, o diretor não se encontrava (encontro agendado). A espera foi longa e ao chegar não atendeu o grupo. Só então, a psicóloga ficou autorizada para nos falar que o CAPS ad III, funciona 24 horas com acolhimento noturno, e permanência de 14 dias; ela diferenciou o acolhimento noturno (autonomia para sair) de internação. O publico é de baixa renda muitos moradores de rua de vários territórios. Com demandas abertas (o próprio) ou por encaminhamento de hospitais e de outros CAPS; pode haver comorbidade, ex: álcool e drogas. O CAPS ad III faz acolhimento-noturno; semi-intensivo (usuário passa o dia); não-intensivo (participação de oficinas), tais como: confecção de velas, artesanato, futebol, leitura e escrita e de reflexões. O psicólogo pode usar a psicoterapia a depender da demanda, mas o trabalho é multidisciplinar com foco no cuidado para que o indivíduo se cuide (redução de danos). Com relação á abstinência o CAPS encaminha para os hospitais. Funciona com cinco profissionais durante o dia e a noite um enfermeiro e dois auxiliares de enfermagem (se necessário buscam o SAMU). O cadastro tem em média 600 pessoas. O sistema disponibiliza os Hotéis Sociais.
REFLEXÃO:
A reflexão sobre este encontro conduz ao princípio de descentralização do SUS “com suas atribuições próprias, mas compactuadas entre si”. Essa descentralização das esferas de governo pode ficar engessada onde não haja objetivos e recursos estabelecidos pelos os gestores no sentido de fazer fluir e integrar o trabalho da equipe multidisciplinar e valorizar o esforço humano organizado em busca de solução. Por exemplo: na falta do diretor quem é a pessoa imediata da equipe do dia que possa colocar a instituição no cumprimento da sua agenda. Entende-se também, que administrar um CAPS não deve ser tarefa fácil, pela a complexidade das questões humanas. Onde o profissional se ver como peça atuante de um quebra-cabeça que falta peças. Pois, observou-se na fala da psicóloga, que as demandas são muitas e faltam recursos para colocar os programas funcionando de modo eficaz. Como é o caso da pequena horta. O espaço físico sugere um melhor uso com algo dinâmico (parcerias) como oficinas de “natureza humana” (voluntariado, conforme a Sra. Luciana do CRAS, São Bartolomeu).
